Mãe de Ana Julia diz que só o "demónio" a levaria a matar menino de oito anos

Dominicana confessou o homicídio de Gabriel Cruz, que estava desaparecido desde o final de fevereiro. Família não acredita que ela tenha cometido o crime

Ana Julia Quezada confessou na passada terça-feira ter assassinado o enteado Gabriel Cruz, de oito anos, que desapareceu a 27 de fevereiro em Las Hortichuelas de Níjar, uma localidade de Almería. O corpo da crian;a foi encontrado no domingo.

Agora, La Cabuya, na República Dominicana, foi "invadida" por jornalistas à procura de respostas perto da família de Ana Julia, que reside na pequena locallidade com pequenas e pobres casas e sem alcatrão, segundo o El Mundo.

A mãe de Ana Julia Quezada invoca, inclusivamente, o "demónio": "Se é culpada, foi o demónio que a levou a cometer o crime. Uma filha minha, com tão boa educação, não acredito". A mãe, Juana Cruz, ressalva ainda que "se existe mais alguém, que fale para que ela não carregue a culpa sozinha". "Nunca pensei que ela pudesse fazer isto", acrescentou.

Explicou também que Ana Julia não comunicou aos familiares o desaparecimento do enteado e que estes só souberam da detenção da suspeita, que depois confessou o crime, em Almería, através das redes sociais. Nenhum dos dez filhos de Juana Cruz, explicou a própria, teve problemas com a lei.

Juan José Quezada, um dos irmãos, disse achar a situação "estranha". "Somos humildes, ganhamos o pão com o suor. Não acredito que ela, que veio de baixo com muito sacrifício e esforço, tira a vida de um inocente", afirmou, falando ainda numa mulher que "nunca foi violenta" e que é uma "cabala" o que está a acontecer.

"Acredito em Deus e nela. Ela não o fez. Existem mãos criminosas por trás", disse outro dos irmãos.

"No meu coração de irmã, não [acredito]", respondeu uma das irmãs quando questionada sobre a possibilidade de Ana Julia matar um menino de oito anos.

Devido à morte de Gabriel Cruz, as autoridades estão a investigar a morte da filha de Ana Julia Quezada, que perdeu a vida devido a uma alegada queda acidental de uma varanda, em 1996. A família alega que a menina era "sonâmbula" e que o alegado acidente se deveu a essa condição.

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