Maduro atacado com ovos. Cinco pessoas detidas

Presidente venezuelano circulava em pé numa viatura aberta

Pelo menos cinco pessoas foram detidas pelas autoridades venezuelanas por atirarem objetos contra a viatura em que circulava, de pé, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, noticiou a imprensa local.

O "ataque" teve lugar na noite de terça-feira, na localidade venezuelana de San Félix, a sudoeste da Venezuela, país onde nas últimas semanas se têm registado fortes protestos em várias cidades contra a crise económica e contra a alegada instauração de "uma ditadura".

A imprensa afirmou que Nicolás Maduro esteve naquela localidade, ao chegar de uma curta visita à capital cubana, Havana.

Em San Félix, Maduro participou nas celebrações do bicentenário da Batalha de San Félix, que teve lugar a 11 de abril de 1817, durante a guerra pela independência venezuelana.

A cerimónia foi transmitida pela televisão estatal venezuelana e ao finalizar o desfile militar, Nicolás Maduro subiu para um veículo descapotável.

As imagens da televisão dão conta do momento em que a população se concentra junto do veículo e Maduro leva uma mão à cabeça. A emissão foi interrompida de imediato.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, Maduro é aparentemente atingido com ovos e ouvem-se palavras contra o Presidente venezuelano.

Numa reação ao incidente, vários líderes da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, como Henry Ramos Allup (ex-presidente do parlamento) e Henrique Capriles Radonski (ex-candidato presidencial), afirmaram que a situação reflete a queda de popularidade do chefe de Estado.

"Já não enganas o povo (...) A Venezuela inteira odeia-te", escreveu Henrique Capriles Radonski na conta na rede de mensagens instantâneas Twitter.

A 02 de setembro de 2016, um grupo de cidadãos protestou contra a escassez de produtos básicos, a tocar em tachos e insultar Maduro, quando o chefe de Estado caminhava por Villa Rosa, na ilha venezuelana de Margarita, a noroeste do país.

Dezenas de pessoas foram detidas e libertadas dias depois, com exceção do jornalista Braulio Jatar, que ainda permanece detido e que, na altura, divulgou através das redes sociais vários vídeos do protesto.

Ler mais