Sinal 3 de tempestade tropical hasteado em Macau devido à aproximação de tufão

Tufão Pakhar passa três dias depois do tufão Hato, que deixou dez mortos

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau hastearam hoje o sinal 3 de tempestade tropical devido à aproximação do tufão Pakhar, três dias depois da passagem do Hato, que causou dez mortos e deixou um rasto de destruição.

O sinal 3 - que foi içado pelas 23:30 (16:30 de hoje em Lisboa) - significa que o centro da tempestade tropical se movimenta "de forma a ser possível fazerem-se sentir em Macau ventos compreendidos entre 41 km/h e 62 km/h, com rajadas de cerca de 110 km/h".

A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10.

Pelas 23:00 (16:00 em Lisboa), o Pakhar estava localizado a cerca de 390 quilómetros a sudeste de Macau e movia-se em direção à costa ocidental da província chinesa de Guangdong.

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos ponderam a possibilidade de elevar o alerta de tufão para o sinal 8 no domingo, entre as 05:00 e as 08:00 (entre as 22:00 de hoje e a 01:00 de domingo em Lisboa).

"Nas pontes, o vento pode atingir, ocasionalmente, o nível forte com rajadas", indica a página de Internet dos SMG, que recomenda, sobretudo aos condutores de motociclos e ciclomotores, que utilizem a via reservada a esses veículos na Ponte Sai Van.

A responsável dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, Florence Leong, disse esta tarde em conferência de imprensa que há "40 a 60%" de probabilidade de ser içado o sinal 8 de tufão no domingo.

Já o sinal 9 é ainda considerado uma possibilidade remota, mas não totalmente afastada. "A não ser que venha muito direto a Macau, ou seja muito rápido, não iremos içar o 9", adiantou.

Em Hong Kong, o sinal 3 foi içado pelas 20:40 (13:40 em Lisboa).

O Observatório de Hong Kong informou que a menos que Pakhar se dirija para oeste ou enfraqueça, vai considerar hastear o sinal 8 antes das 06:00 de domingo (23:00 de sábado em Lisboa).

A passagem na quarta-feira por Macau do tufão Hato, o mais forte em 50 anos, levou as autoridades a hastear o sinal máximo, o que não sucedia desde 1999.

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