Má conduta sexual levou à saída de 21 funcionários da Cruz Vermelha desde 2015

O comité internacional do organismo revelou os dados, após vários escândalos a envolver associações humanitárias

Nos últimos três anos 21 funcionários da Cruz Vermelha deixaram de trabalhar para a organização devido a má conduta sexual, informou o Comité Internacional do organismo na sequência de vários escândalos a envolver associações humanitárias.

Segundo o resonsável máximo do comité estas funcionários pagaram para obter serviços sexuais e demitiram-se ou foram demitidos. Yves Daccord explicou que a agência abriu uma investigação na sequências de escândalos recentes, a qual levou à descoberta destes casos, e salientou que o código de conduta interno proibe expressamente este tipo de comportamentos dfesde 2006.

"Este comportamento é uma traição às pessoas e comunidades que deveríamos servir", comentou Yves Daccord, citado pela BBC, lamentando que os incidentes em questão não tenham sido reportados ou tenham tido um tratamento negligente.

Além dos 21 funcionários que abandonaram a Cruz Vermelha, outros dois não tiveram os seus contratos renovados.

No total, o organismo conta com 17 mil funcionários.

A organização não governamental britânica Oxfam está envolvida num escândalo com funcionários acusados de terem usado prostitutas e realizado práticas de assédio e intimidação no Haiti, pouco depois do terramoto que devastou o país em 2010. Após a divulgação desse caso, o organismo anunciou que está a investigar 26 novos casos de comportamento sexual impróprio.

O "número dois" da UNICEF, o britânico Justin Forsyth, apresentou a demissão após ter sido acusado de comportamento inapropriado com colegas mulheres quando trabalhava na organização Save the Children, anunciou na quinta-feira a agência das Nações Unidas.

Na véspera, a Save the Children pediu desculpas pela conduta "inadequada" de Justin Forsyth, que chegou a ser membro da direção daquela organização não-governamental (ONG), com três colegas mulheres, ao ter enviado mensagens escritas via telemóvel com conteúdos inapropriados.

A par do pedido de desculpas, a Save the Children anunciou uma "revisão" dos procedimentos da organização face a este tipo de situações.

Na sexta-feira, 22 organizações humanitárias pediram desculpa pela falha do setor nesta questão.

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