Polícia detém segundo suspeito de ataque no metro de Londres

Homem de 21 anos foi detido na noite de sábado, nos arredores da capital britânica

Um segundo suspeito do ataque de sexta-feira ao metro de Londres foi detido no sábado, anunciou este domingo a polícia britânica.

O homem de 21 anos foi detido nos arredores de Londres, em Hounslow, pelas 23:50 de sábado, indicou a polícia em comunicado.

Também no sábado, a polícia britânica deteve ao início da manhã um homem de 18 anos na zona das partidas do porto de Dover, suspeito de envolvimento no atentado no metro da capital britânica. À tarde, as autoridades fizeram buscas numa residência em Sunbury-on-Thames, Surrey, nos arredores de Londres: cerca de 40 casas foram temporariamente evacuadas por precaução.

Os locais afirmam que a morada que foi alvo da operação da polícia era ocupada por um casal conhecido por acolher crianças e jovens ao longo de décadas, e que terá sido mesmo distinguido com um galardão da Ordem do Império Britânico.

Ronald Jones, de 88 anos, e a mulher Penelope, de 71, foram distinguidos pelos serviços prestados às crianças e famílias. Uma amiga do casal disse à imprensa que os Jones terão acolhido ao longo dos anos mais de 300 crianças, incluindo oito refugiados, e que recentemente tiveram em casa dois jovens de 18 e 22 anos.

O ataque da passada sexta-feira no metro de Londres, com um engenho explosivo, provocou 30 feridos, mas nenhum corre risco de vida.

A primeira-ministra Theresa May decidiu entretanto elevar para a categoria máxima o alerta no Reino Unido: o nível de alerta "crítico" significa que as autoridades acreditam que um ataque terrorista poderá estar iminente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.