Líder do Estado Islâmico "está vivo", mas deixou Mossul

O chefe do grupo radical Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Bagdadi, "está vivo", mas "abandonou Mossul", onde deixou os seus comandantes locais a tentar resistir à ofensiva das forças iraquianas.

A fuga do misterioso e furtivo chefe do EI é um sinal da pressão sentida pelo EI, que todos os dias cede terreno em Mossul, o último bastião dos radicais no Iraque.

Bagdadi "terá deixado Mossul antes que a cidade e a vizinha Tal Afar fossem isoladas pelas forças iraquianas", indicou um responsável norte-americano não identificado, citado pela agência France-Presse.

O líder do EI "não exerce provavelmente nenhuma influência tática sobre a forma como os combates estão a ser travados" contra as forças iraquianas em Mossul.

"Provavelmente deixou grandes orientações estratégicas" aos seus chefes militares no terreno e eles assumem as decisões de combate, acrescentou a mesma fonte em Washington.

Bagdadi fez de Mossul a sua principal base. Apareceu publicamente pela única vez em julho de 2014, quando proclamou o "califado" sobre os territórios conquistados pelo EI no Iraque e na Síria.

O líder do EI é agora procurado pelo comando norte-americano das forças especiais (SOCOM) e agentes de informações norte-americanos, à semelhança do que aconteceu com o líder da Al Qaeda, Usama Bin Laden, antes da sua morte em 02 de maio de 2011 no Paquistão.

De acordo com o mesmo responsável norte-americano, o EI prepara-se agora para ocupar o Vale do Eufrates, a este da Síria e oeste do Iraque. "Eles têm planos para continuar a funcionar como um pseudo-Estado centrado no Vale do Eufrates", após a perda de Mossul e de Raqa, na Síria.

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