Kim Jong-un festeja de mão dada com a China

Os 70 anos da Coreia do Norte foram comemorados em Pyongyang com um tradicional desfile militar e um cortejo civil. A mão dada de Kim com o representante chinês e a ausência de mísseis nucleares foram dois sinais que o regime comunista quis transmitir.

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, festejou o 70.º aniversário da Coreia do Norte de mão dada com o enviado de Pequim, enquanto milhares de soldados, tanques e peças de artilharia desfilaram em Pyongyang.

É comum o regime usar estas datas para fazer uma demonstração de força e dos progressos militares para desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir os Estados continental. No entanto, os mísseis balísticos intercontinentais, que têm valido sanções internacionais, não fizeram parte do desfile.

Este facto é visto como um gesto de boa vontade por parte de Kim Jong-un, no seguimento do encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em junho, e nas vésperas da cimeira marcada para dia 18 na capital da Coreia do Norte com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.

Sob o olhar de Kim e do emissário do presidente chinês Xi Jinping, Li Zhanshu, desfilaram dezenas de unidades de infantaria, tanques e demais veículos armados, e mísseis - mas os Hwasong-14 e 15, com capacidade para atingir território norte-americano - não foram mostrados.

De seguida, milhares de civis fizeram um cortejo acompanhados por carros alegóricos sobre questões económicas e apelos para a reunificação da península coreana enquanto desejavam longa vida ao líder.

No final do desfile Kim saudou a multidão tendo levantado a mão de Li Zhanshu, o terceiro homem da hierarquia do regime chinês. Pequim é o único aliado de Pyongyang e nos últimos meses Kim visitou o presidente chinês em três ocasiões.

O único chefe de Estado presente na cerimónia foi o presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz. O ator fancês naturalizado russo Gérard Depardieu também esteve na tribuna.

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) foi proclamada em 9 de setembro de 1948, três anos após a divisão da península por Washington e Moscovo nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

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