Juncker propõe criação de agência europeia de cibersegurança

"Os ataques informáticos não conhecem fronteiras e ninguém está imune", sublinhou o líder da Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia propôs esta quarta-feira, durante o seu discurso sobre o Estado da União, a criação de uma agência europeia de cibersegurança, argumentando que os ataques informáticos podem ser "mais perigosos do que armas e tanques".

Dirigindo-se ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Jean-Claude Juncker apontou como uma das prioridades do programa de trabalho para 2018 "reforçar a proteção da Europa na era digital".

O líder europeu disse que, apesar do trabalho realizado, como o combate à propaganda terrorista e radicalização na Internet, "a Europa ainda não está devidamente equipada para os ataques informáticos".

"Os ataques informáticos podem ser mais perigosos para a estabilidade das democracias e das economias do que armas e tanques", sustentou, apontando que só no último ano foram registados mais de 4 mil ataques do tipo 'ransomware' com vírus informáticos por dia e 80% das empresas europeias foram vítimas de pelo menos um incidente a nível de cibersegurança.

Sublinhando que "os ataques informáticos não conhecem fronteiras e ninguém está imune", Juncker defendeu então a necessidade de a Europa se dotar de "novas ferramentas, incluindo uma Agência Europeia de Cibersegurança", que a ajude a defender-se de tais ataques.

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