Juncker convoca países para reunião no domingo sobre imigração

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convocou líderes de um grupo de países para discutir a crise migratória este domingo em Bruxelas

"Convido para uma reunião de trabalho informal sobre os temas da imigração e asilo um grupo de Estados membros interessados. O objetivo da reunião, que terá lugar domingo, em Bruxelas, é trabalhar no sentido de encontrar soluções europeias tendo em vista o Conselho Europeu [dos próximos dias 28 e 29]", anunciou Juncker, através do Twitter.

Segundo uma proposta de conclusões do Conselho Europeu, enviada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, aos Estados membros, uma das ideias em discussão é a criação de "plataformas de desembarque regionais" em países terceiros para fazer a triagem entre migrantes por razões económicas e refugiados a precisar de proteção internacional.

Não ficou, desde logo, claro quem seriam os países participantes na reunião informal de domingo, mas o El País refere França, Alemanha, Grécia, Malta, Espanha, Bulgária, Itália e Áustria. Contactada pelo DN, fonte do gabinete do primeiro-ministro português, António Costa, disse que esta reunião informal se destina mais aos países que estão na linha da frente da crise migratória e que, para já, só está prevista a presença do chefe do governo português no Conselho Europeu dos dias 28 e 29.

Antes disso, na terça-feira, Costa recebe em Lisboa Pedro Sánchez, socialista e novo primeiro-ministro de Espanha. Sánchez será recebido também este sábado por Emmanuel Macron, presidente da França. Na terça-feira, Macron já discutira a questão das migrações com a chanceler alemã Angela Merkel, a qual está a ser fortemente pressionada a nível interno para conseguir e um novo e vasto acordo a nível europeu sobre este problema.

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.