Juncker afasta nova crise na Zona Euro e critica Alemanha

Presidente da Comissão mostra confiança na capacidade dos italianos e menospreza as reações dos mercados financeiros

O presidente da Comissão Europeia afastou o cenário de uma nova crise da dívida soberana na zona euro. Em entrevista ao grupo RND, de jornais regionais da Alemanha, Jean-Claude Juncker deixou ainda um voto de confiança no novo governo italiano e críticas à forma como a Alemanha tratou os países intervencionados, em especial a Grécia.

"As reações dos mercados financeiros são irracionais. As pessoas não devem tirar conclusões políticas de cada flutuação no mercado de ações. Os investidores já se enganaram em muitas ocasiões antes", disse, após negar a hipótese de uma nova crise.

A composição do novo governo italiano e o seu programa merecem o benefício da dúvida. Juncker afirmou "não ser favorável a dar lições a Roma", algo que "foi feito demais em relação à Grécia, especialmente pelos países de língua alemã." Juncker fez saber que não quer interferir na política doméstica italiana e concluiu: "A dignidade do povo grego foi espezinhada. Isto não deve repetir-se agora com a Itália."

O comissário europeu do Orçamento, o alemão Günther Oettinger, pediu desculpa na quinta-feira, um dia depois de ter desejado que os "mercados ensinem os italianos a votar bem", em alusão ao novo governo populista formado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga.

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