Juiz ordena suspensão das deportações de famílias de imigrantes nos EUA

Um juiz do tribunal de San Diego, EUA, ordenou a suspensão temporária das deportações das famílias de imigrantes reunidas após a separação na fronteira. É a resposta a um pedido da American Civil LibertAmerican Civil Liberties Union (ACLU) que denunciou a preparação de "deportações em massa".

O juiz Dana Sabraw impôs um adiamento de pelo menos uma semana após um pedido da ACLU para esse efeito. A associação alegou que existem informações sobre "rumores persistentes e crescentes [...] de que deportações em massa podem ser executadas em breve e imediatamente após a reunificação".

O advogado do Departamento de Justiça, Scott Stewart, opôs-se ao adiamento, mas não fez comentários sobre os rumores. Enquanto o governo de Trump procura cumprir o prazo para entregar as crianças.

Lee Gelernt, advogado da ACLU, ficou "extremamente satisfeito" com a interrupção das deportações, defendendo que os pais precisam de tempo para pensar no que fazer após a reunificação. A associação pediu que estes tivessem pelo menos uma semana para decidir se vão solicitar asilo depois que se reencontrarem com os filhos.

A decisão foi tomada numa altura em que o governo norte-americano acelerou as reunificações em oito locais não identificados da Imigração e Alfândega Estados Unidos.

As famílias estão espalhadas pelo país, os adultos em centros de detenção de imigrantes e as crianças em abrigos supervisionados pelas autoridaes.

No final de junho, o mesmo juiz tinha ordenado a reunião de milhares de crianças e pais que foram forçados a separarem-se na fronteira norte-americana com o México. As crianças menores de cinco anos deveriam estar com os pais até 10 de julho, prazo que alargou até ao dia 26 para os maiores de cinco anos.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.