Jovem é presa depois de fingir ter cancro para recolher dinheiro

Disse a toda a gente que estava a morrer vítima de doença prolongada e que precisava de fazer tratamentos no estrangeiro. Pais e amigos angariaram fundos para a australiana que os terá gasto em férias

Hanna Dickenson, 24 anos, fingiu sofrer de cancro em fase terminal para angariar fundos para... viajar. Acabou presa por três meses, condenada pelo juiz que classificou esta burla como "desprezível".

Ela contou para os seus pais e amigos que estava a morrer e que precisava de fazer tratamentos no estrangeiro.

A família prontamente organizou recolhas de fundos para ajudar a australiana que viria a gastar grande parte do dinheiro... em viagens. E foi isso que acabou com o esquema.

Ao todo, esta burla valeu a Hanna perto de 25 mil euros.

Um doadores desconfiou da doença da jovem, ao vê-la em fotos no Facebook que contrariavam a fase terminal em que dizia encontrar-se.

Descoberto o esquema, Dickenson foi a tribunal, com sete acusações de burla. Ela declarou-se culpada no Tribunal de Magistrados de Melbourne.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?