Jornalistas sul-coreanos no fecho da base de testes nucleares de Pyongyang

Ação decorre entre os dias 23 e 25 de maio na zona de ensaios nucleares em território norte-coreano

A Coreia do Norte vai convidar oito jornalistas sul-coreanos a integrar um grupo internacional de repórteres que vão testemunhar o encerramento da base de testes nucleares, na próxima semana, confirmou hoje o governo de Seul.

O encerramento total das bases de ensaios nucleares está previsto para junho e deve coincidir com a cimeira histórica entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte anunciou no sábado que jornalistas da Coreia do Sul, Estados Unidos, República Popular da China e Reino Unido vão ser convidados a assistir à destruição dos túneis e ao desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa de energia nuclear.

A ação vai decorrer entre os dias 23 e 25 de maio na zona de ensaios nucleares em território norte-coreano.

O ministro da Unificação do governo da Coreia do Sul disse hoje que foi informado pelas autoridades governamentais de Pyongyang que oito jornalistas sul-coreanos vão ser convidados a assistir à operação de desmantelamento.

A Coreia do Norte ainda não especificou o número e a localização dos pontos que vão ser desmantelados, apesar de Pyongyang já ter informado que os jornalistas vão ser transportados, inicialmente, para a base de ensaios nucleares de Punggye-ri.

Paralelamente, as duas Coreias vão manter encontros ao mais alto nível, na quarta-feira, no paralelo 38, para discutirem o início das conversações militares entre os dois países (com a participação da Cruz Vermelha) e que têm como objetivo a redução das tensões na fronteira.

Devem também ser discutidas questões relacionadas com o processo de reunificação de famílias separadas desde a década de 1950.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.