João Lourenço torna-se o primeiro presidente angolano a discursar no Parlamento Europeu

João Lourenço torna-se hoje o primeiro presidente angolano a discursar no Parlamento Europeu em Estrasburgo

João Lourenço vai tornar-se esta quarta-feira no primeiro chefe do Estado angolano a discursar no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, numa intervenção na qual deverá abordar as relações e a cooperação UE-Angola em vários domínios, o desenvolvimento, as migrações e a promoção da estabilidade e da paz no continente africano.

O discurso está previsto para entre as 12.00 e as 12.30 (11.00 e 11.30 em Lisboa) e pode ser acompanhado através do serviço de satélite europeu.
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O chefe de Estado angolano terá um encontro bilateral, uma conferência de imprensa e um almoço com o presidente do PE Antonio Tajani​​​​​​​. No almoço participarão ainda outros eurodeputados, entre os quais o social-democrata português Paulo Rangel, em representação do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE).

Recorde-se que João Lourenço sucedeu a José Eduardo dos Santos na presidência de Angola em setembro de 2017 e, desde então, tem operado uma série de reformas e ruturas com o passado. JLo, como é conhecido entre os angolanos, ganhou mesmo a alcunha de o "exonerador implacável" nas redes sociais.

Angola exerce atualmente a presidência do órgão de cooperação nos domínios político, de Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A parceria entre Angola e a UE tem por base o Acordo de Parceria de Cotonu. As negociações para a renovação deste acordo, que expira em fevereiro de 2020, deverão ter início no mês de agosto.

Após a intervenção do presidente de Angola, será a vez do ministro das Finanças, Mário Centeno, a "estrear-se" em Estrasburgo enquanto presidente do Eurogrupo, num debate sobre a conclusão do terceiro programa de ajustamento económico para a Grécia. Os gregos irão regressar aos mercados no dia 20 de agosto,

A reforma da União Económica e Monetária, os próximos passos da União Bancária e a criação de uma capacidade orçamental para a zona euro serão outros dos assuntos em discussão.

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