João Lourenço aprovado como candidato a presidente do MPLA

O Comité Central do MPLA manifestou "profundo reconhecimento e gratidão" a José Eduardo dos Santos, antigo presidente angolano

O Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) aprovou, esta sexta-feira, por aclamação, a candidatura do atual vice-presidente do partido e chefe de Estado angolano, João Lourenço, ao cargo de presidente do partido.

A informação consta do comunicado final da terceira sessão extraordinária do Comité Central, realizada esta sexta-feira em Luanda, sob orientação do presidente do partido, José Eduardo dos Santos.

A reunião serviu para, entre outros assuntos, analisar a candidatura do também Presidente da Republica, João Lourenço, e preparar o congresso extraordinário.

O documento sublinha que o Comité Central reiterou os grandes objetivos do 6º congresso extraordinário do partido, marcado para 8 de setembro deste ano, que vai decorrer sob o lema: "MPLA com a Força do Passado e do Presente, Construamos um Futuro Melhor".

Sobre a transição política na liderança do partido, com a saída de José Eduardo dos Santos, o Comité Central considerou que "deve continuar a decorrer num ambiente de perfeita harmonia, ampla participação e aceitação dos militantes, na salvaguarda dos princípios e valores do MPLA, com vista ao reforço da unidade e coesão no seio do partido".

O Comité Central manifestou "profundo reconhecimento e gratidão ao camarada presidente José Eduardo dos Santos pela forma ímpar como dirigiu os destinos do MPLA e do país durante os últimos 39 anos"

"A realização do 6º congresso extraordinário do MPLA constitui, pois, um momento sublime de congregação da família MPLA, onde os delegados participantes ao evento em representação de todos os militantes, reafirmarão o desejo em apoiar a nova liderança do partido, visando os desafios do presente e do futuro", refere o comunicado.

O Comité Central manifestou ainda "profundo reconhecimento e gratidão ao camarada presidente José Eduardo dos Santos pela forma ímpar como dirigiu os destinos do MPLA e do país durante os últimos 39 anos, particularmente aos processos de paz e reconciliação nacional e pela forma exemplar como tem estado a conduzir o processo de transição política no país".

No discurso de abertura da reunião desta sexta-feira, o líder do partido disse que o congresso "decorrerá sem dúvida numa atmosfera de fraternidade e camaradagem".

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