OLP diz que decisão de Trump "destrói" solução de dois Estados

Já o Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou "lamentável" a decisão de Donald Trump

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) considerou que a declaração do Presidente dos EUA Donald Trump sobre Jerusalém "destrói" a solução de dois Estados, numa primeira reação ao seu discurso na Casa Branca.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da OLP Saëb Erakat disse que a decisão de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel "destrói" a designada solução de dois Estados.

"Trump desqualificou os Estados Unidos de qualquer desempenho em qualquer processo de paz", acrescentou o dirigente palestiniano.

De visita à Argélia, o Presidente francês Emmanuel Macron qualificou por sua vez de "lamentável" a decisão de Trump e apelou a "evitar a qualquer preço as violências".

De decurso de uma conferência de imprensa em Argel, Macron sublinhou "o compromisso da França e da Europa à solução de dois Estados, Israel e Palestina convivendo lado a lado em paz e em segurança nas fronteiras internacionalmente reconhecidas com Jerusalém como capital dos dois Estados".

Através desta decisão da administração da Casa Branca, os Estados Unidos tornam-se no único país do mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental da cidade, conquistada em 1967.

Israel considera a Cidade Santa a sua capital "eterna e reunificada", mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca foi aplicada, porque os Presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada seis meses, com base em "interesses nacionais".

Trump disse, a propósito desse adiamento, que "velhos problemas exigem soluções novas".

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