Amnistia Internacional denuncia "violação abjeta" dos Direitos Humanos em Gaza

A organização não governamental exige "que se pare imediatamente" com os ataques na Faixa de Gaza. Mais de 40 palestinianos morreram quando protestavam contra a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém

A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje a "violação abjeta" dos direitos humanos e de "crimes de guerra em Gaza, onde mais de 41 palestinianos foram mortos pelo exército israelita quando se manifestavam contra a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém.

"Assistimos a uma violação abjeta do direito internacional e dos direitos humanos em Gaza, pelo que exigimos que se pare imediatamente" com os ataques, lê-se na conta daquela organização não governamental na rede social Twitter.

Os violentos confrontos registados hoje na Faixa de Gaza entre manifestantes palestinianos e soldados israelitas provocaram mais de 40 mortos e centenas de feridos.

Os palestinianos protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.

É uma violação às regras internacionais, que equivalem, em certos casos, a homicídios intencionais, o que constitui crime de guerra

Saudada como "histórica" por Israel, a promessa feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump, foi entendida como um desafio à comunidade internacional num momento de grande inquietação no processo de estabilização regional.

A jornada de festividades israelitas e norte-americanas tornou-se, hoje, um dos dias mais mortíferos do conflito israelo-palestiniano desde a guerra de 2014 na faixa de Gaza.

"É mais um exemplo horrível do recurso excessivo da força e do uso de balas reais de uma forma totalmente deplorável pelo exército israelita", denunciou, já em comunicado, o responsável da AI para o Médio Oriente e África do Norte, Philip Luther.

"É uma violação às regras internacionais, que equivalem, em certos casos, a homicídios intencionais, o que constitui crime de guerra. As autoridades israelitas devem conter o exército para evitar outras perdas humanas e ferimentos graves noutras", pediu.

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