Israel ataca postos militares na Faixa da Gaza em resposta a projéteis

Confrontos acontecem um dia depois de os EUA terem reconhecido Jerusalém como a capital de Israel

A artilharia e a aviação israelitas atacaram esta quinta-feira infraestruturas militares da Faixa de Gaza, em resposta a projéteis lançados sobre o território israelita, um dia depois de os EUA terem reconhecido Jerusalém como capital do Estado hebreu.

O exército israelita revelou que as ações militares visaram "dois pontos militares" na faixa de Gaza, em retaliação aos três projéteis lançados sobre Israel.

Um dos projéteis caiu em território israelita, enquanto os outros dois no enclave palestino fronteiriço ao sul de Israel, comunicou o exército, que considerou o Hamas "responsável por atividades hostis perpetradas contra Israel a partir de Gaza".

Os lançamentos dos projéteis foram realizados no mesmo dia em que milhares de palestinianos protestaram contra a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciada na quarta-feira, de reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Muitos palestinianos aproximaram-se da fronteira de Gaza para protestar contra a decisão de Trump, que também envolve a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, e que motivaram uma intervenção das forças armadas israelitas.

O porta-voz do serviço de emergências, Erab Fuqaha, referiu que 24 palestinianos ficaram feridos em incidentes com soldados israelitas, que utilizaram balas reais e de borracha.

Fuqaha revelou que foram assistidas 108 pessoas, entre as quais 77 por inalação de gás lacrimogéneo, cinco com ferimentos provocados por balas reais, 19 em consequência de terem sido atingidos por balas de borracha e os restantes devido a golpes e contusões.

Ismail Haniyeh, líder político do movimento islâmico, pediu hoje, em Gaza, o início da terceira intifada e advertiu que Trump "se arrependeria de sua decisão" e pediu um encontro entre todas as partes palestinianas para discutir a situação e concordar as medidas políticas a seguir em relação aos eventos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

JAIME NOGUEIRA PINTO

O arauto da revolta popular

Rejeição. Não é, por enquanto, senão isso. Não pelos reaccionários, pelos latifundiários, pelos generais golpistas, pelos fascistas declarados ou encapotados, mas pelo povo brasileiro, que vota agora contra a esquerda dita idealista - e notoriamente irrealista quanto à natureza humana (sobretudo à própria) - que montou um "mecanismo" de enriquecimento ilícito e de perpetuação no poder digno dos piores hábitos do coronelismo e do caciquismo que os seus antepassados ideológicos, de Josué de Castro a Celso Furtado, tanto criticaram. Um povo zangado, enganado, roubado, manipulado pelos fariseus da tolerância, dos direitos humanos e das flores de retórica do melhor dos mundos, pelos donos de tudo - do pensamento único aos recursos do Estado.