Japão e Canadá acordam tentar persuadir EUA sobre alterações climáticas

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o seu homólogo canadiano, Justin Trudeau, acordaram hoje continuar a tentar consciencializar os Estados Unidos relativamente às alterações climáticas depois de Washington ter anunciado a sua saída do Acordo de Paris.

Abe e Trudeau reafirmaram, durante a conversa ao telefone, que durou pouco mais de meia hora, o seu compromisso em aplicar o Acordo de Paris, assinado por 195 países em 2015, informou o vice-porta-voz do Executivo japonês, Koichi Hagiuda, em declarações reproduzidas pela agência noticiosa Kyodo.

O primeiro-ministro japonês disse a Trudeau que a decisão dos Estados Unidos é "dececionante" e que continuará a procurar uma forma de cooperar com Washington em matéria de alterações climáticas, uma postura que o líder canadiano secundou, de acordo com Koichi Hagiuda.

A chamada partiu do Canadá, próximo anfitrião das reuniões do G7 em 2018, que procura debater como abordar o tema das alterações climáticas após a retirada dos Estados Unidos do histórico pacto de Paris.

A divisão em torno do clima no seio do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Itália) ficou patente na cimeira realizada no final do mês passado, em Taormina (Itália), que terminou sem consenso, com os líderes do G7 a reconhecerem a necessidade de esperar pela decisão de Washington, a qual foi anunciada poucos dias depois.

Segundo uma sondagem, publicada na segunda-feira pela pelo Washington Post e pela ABC News, seis em cada dez norte-americanos estão contra a retirada dos Estados Unidos do Acordo climático de Paris, que o Presidente Donal Trump denunciou a semana passada.

Na conversa que Abe e Trudeau mantiveram hoje foi abordada também a saída dos Estados Unidos do Acordo Transpacífico (TPP), no início do ano, com os dois líderes a comprometerem-se a colaborar para a entrada em vigor, "o mais breve possível", do pacto multilateral do qual Japão e Canadá são dois dos 11 signatários que restam.

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