Itália vai cobrar entradas para visitar "Cinque Terre"

Os habitantes dizem que os visitantes estão a colocar demasiada pressão sobre as pequenas comunidades

A Itália planeia reduzir o número de visitas a "Cinque Terre", um parque considerado património da humanidade pelas Nações Unidas, cobrando entradas. Quase dois milhões e meio de turistas visitaram as cinco aldeias deste pedaço de costa italiana no ano passado.

Os habitantes dizem que os visitantes estão a colocar demasiada pressão sobre as pequenas comunidades e o diretor do parque diz que este ano as "entradas" devem ser limitadas e que não devem receber mais de milhão e meio de pessoas. "Vamos certamente ser criticados por isto, mas para nós é uma questão de sobrevivência", disse Vittorio Alessandro ao jornal La Repubblica.

Assim, nas estradas que levam até à região estão a ser instalados aparelhos para contar o número de visitantes - ultrapassado um determinado número, os acessos serão cortados. Os bilhetes serão vendidos com antecedência e vai ser criada uma aplicação para informar os turistas sobre as aldeias mais congestionadas.

Acessíveis através de estradas estreitas e íngremes, as pequenas vilas piscatórias costumavam ser um destino apenas para os turistas mais aventureiros, de mochila às costas. No entanto, os números de turistas dispararam nos últimos anos, sobretudo depois de empresas de cruzeiros terem adicionado estes pontos nas suas rotas no Mediterrâneo.

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