Israel permite retirada de refugiados sírios como "gesto humanitário excecional"

Os "civis foram retirados da zona de guerra no sul da Síria por causa da ameaça imediata às suas vidas", informou o exército israelita

Israel permitiu, como um "gesto humanitário excecional", a retirada de refugiados no sul da Síria para terceiros países em território sob seu controle, informou este domingo o exército.

"O transporte de deslocados sírios através de Israel é um gesto humanitário excecional, e os civis foram depois transferidos para países terceiros", segundo um comunicado as forças militares de Israel.

No texto divulgado este domingo refere-se que os "civis foram retirados da zona de guerra no sul da Síria por causa da ameaça imediata às suas vidas".

Israel sublinha que "continua a manter uma política de não-intervenção em relação ao conflito sírio"

"Seguindo as instruções do Governo de Israel e as exigências dos Estados Unidos e dos países europeus, o exército concluiu recentemente um esforço humanitário para resgatar membros da sociedade civil e suas famílias", lê-se na mesma nota.

Israel sublinhou na declaração que "continua a manter uma política de não-intervenção em relação ao conflito sírio".

O jornal israelita Haaretz deu eco a uma informação publicada pelo jornal alemão Bild de que Israel permitiu a transferência para a Jordânia de 800 'capacetes brancos', da denominada Defesa Civil Síria (financiada pelos Estados Unidos e Reino Unido), que estavam a realizar operações de resgate no conflito, perto dos montes Golã.

O exército sírio e os seus aliados estão a recuperar território e avançam em direção às áreas que continuam nas mãos da oposição no sul da Síria, na fronteira com Israel e Jordânia.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.