Arábia Saudita: Irão é "ponta de lança do terrorismo mundial

Rei saudita atacou o país vizinho

O Rei Salomane da Arábia Saudita lançou hoje, na abertura da cimeira entre os países muçulmanos e os Estados Unidos, um ataque sem precedentes contra o Irão, país que qualificou de "ponta de lança do terrorismo mundial".

O monarca manifestou-se também determinado em "eliminar o grupo Estados Islâmico (EI) e todas as organizações terroristas, qualquer que seja a religião, confissão ou a sua ideologia".

"O regime iraniano é a ponta de lança do terrorismo internacional desde a revolução do [ayatolah] Khomeini", disse o rei perante o presidente norte-americano, Donald Trump, e os representantes de cerca de 50 países das nações muçulmanas, dos quais 37 chefes de Estado ou de Governo.

"O regime iraniano apoia os grupos e movimentos terroristas, tais como o Hezbollah(movimento xiita libanês), os 'utis' (rebeldes xiitas iemenitas), bem como o grupo Estado Islâmico (EI)", salientou o monarca saudita.

Ainda a propósito da luta contra os grupos extremistas, o Rei Salmare disse: "Nós estamos unidos para lutar contra os grupos extremistas (...), agir contra o terrorismo sob todas as suas formas e acabar contra todas as fontes de financiamento".

A Arábia Saudita é de maioria sunita e o seu grande rival na região é o Irão que é xiita

O Estado Islâmico (EI) e Al-Qaida são grupos radicais sunitas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.