Investigação responsabiliza agência de viagens pela morte de turistas mexicanos no Egito

Doze turistas morreram em setembro, bombardeados por aviões de combate, quando seguiam no deserto ocidental

A investigação ao ataque aéreo do exército egípcio que matou por engano oito turistas mexicanos e quatro egípcios, em setembro, indica que a agência turística que organizou a viagem é responsável pelo incidente, revelaram as autoridades mexicanas.

Os turistas morreram a 13 de setembro, quando aviões de combate, incluindo helicópteros do exército, bombardearam os veículos onde seguiam, a 250 quilómetros do Cairo, no deserto ocidental, popular entre os turistas.

Na quarta-feira, a ministra dos Negócios Estrangeiros do México, Claudia Ruiz Massieu, afirmou, em conferência de imprensa, que o Governo egípcio, responsável pela investigação, a tinha informado que "as autoridades administrativas e a agência de viagens deviam ter tido mais pormenores sobre as autorizações e que serão, por isso, potencialmente responsáveis".

De acordo com Ruiz Massieu, a "investigação está na fase final", segundo informou o Governo egípcio.

O Governo egípcio, que tinha disponibilizado pouca informação sobre o caso, afirmou que o exército tinha atingido o grupo "por engano", quando perseguia "terroristas", mas sublinhou que os turistas se encontravam numa "zona interdita".

O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Sameh Choukry, prometeu, em setembro, uma "investigação aprofundada e transparente", mas o procurador-geral proibiu os meios de comunicação de publicarem toda a informação sobre os acontecimentos ou a investigação.

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