Califórnia enfrenta o incêndio mais grave da sua história

As chamas destruíram, pelo menos, 143 edifícios, dos quais 75 casas, e ameaça cerca de 9300 estruturas

O incêndio florestal que lavra desde 27 de julho no norte da Califórnia, alimentado por vegetação seca, vento e altas temperaturas, já é o mais grave da história daquele estado norte-americano.

O incêndio, conhecido como 'Mendocino Complex' e que tem duas frentes ativas já consumiu 114.850 hectares de terra, uma área semelhante ao tamanho da cidade de Los Angeles, informaram as autoridades na segunda-feira.

No mesmo dia, o Departamento Florestal e de Proteção contra Incêndios indicou que o incêndio está controlado em 30%, prevendo-se que fique extinto na próxima semana.

Até ao momento, as chamas destruíram pelo menos 143 edifícios, dos quais 75 casas, e ameaça cerca de 9300 estruturas.

Atualmente, mais de 14 mil bombeiros lutam contra uma dúzia de incêndios ativos na Califórnia, que já fizeram arder mais 226.000 hectares

De acordo com especialistas, os anos de seca criaram as condições ideais para que os incêndios florestais de grande escala se propaguem a maior velocidade. Dos cinco maiores incêndios florestais na história do estado da Califórnia, quatro aconteceram desde 2012.

Atualmente, mais de 14 mil bombeiros lutam contra uma dúzia de incêndios ativos na Califórnia, que já fizeram arder mais 226.000 hectares, de acordo com o Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios, Scott McLean.

O incêndio 'Carr', próximo da localidade de Redding, fez sete mortos e destruiu mais de mil habitações.

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.