Igreja pede perdão por "cumplicidades, ambiguidades e omissões" face à ETA

A organização terrorista prepara-se para anunciar o seu fim. Antes, pediu desculpa pelas "mortes e sofrimento" causados. A Igreja respondeu depois

A Igreja reagiu à redenção da organização separatista basca ETA. Em comunicado, os responsáveis católicos de Pamplona-Tudela, Baiona, Bilbau, Vitória e San Sebastián também recordam as vítimas da violência, em particular os que morreram em atentados que continuam impunes.

Admitem que houve "cumplicidades, ambiguidades e omissões", nas comunidades católicas, face à violência da organização terrorista e pedem "perdão" por esse facto.

"A desejada dissolução da ETA oferece novas possibilidades para a normalização, que deveriam ser aproveitadas por todos", lê-se. E alertam para a persistência de "ideologias totalitárias e idolátricas" que alimentam a intolerância humana.

A organização separatista basca ETA, que vai anunciar o seu fim a 5 de maio, durante uma cerimónia marcada para Bayonne, no País Basco francês, pediu desculpa pelos "60 anos de história de morte e sofrimento" que provocaram com os seus múltiplos atentados.

"Causamos muita dor e danos irreparáveis, queremos mostrar o nosso respeito aos mortos, feridos e vítimas das ações da ETA. Lamentamos muito", declarou a organização, num comunicado divulgado pelos jornais Gara e Berria.

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