Hospital deixa de funcionar devido à falta de combustível

Os pacientes tiveram de ser transferidos para outra unidade hospitalar

O hospital palestiniano de Beit Hanun, no norte da faixa de Gaza, deixou de funcionar devido à falta de combustível e terá de transferir os seus pacientes para outros estabelecimentos, indicaram hoje as autoridades de saúde locais.

O caso ilustra a escassez de eletricidade vivida há anos no enclave palestiniano sob bloqueio israelita e egípcio.

O hospital de Beit Hanun servia cerca de 60 mil pessoas, precisou Ashraf al-Qudra, porta-voz do Ministério da Saúde do governo de Gaza.

Os dois milhões de habitantes da faixa de Gaza só contam com algumas horas de eletricidade por dia através da rede pública.

Numerosas habitações e serviços recorrem a geradores, como acontecia no hospital de Beit Hanum, que precisa, segundo al-Qudra, de 500 litros de combustível por dia para funcionar.

A faixa de Gaza, controlada pelo movimento radical islâmico Hamas, necessita de 500 megawatts de eletricidade por dia, mas dispõe de menos de metade.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.