Homem de origem portuguesa abatido a tiro pela polícia francesa

O homem era conhecido das autoridades por ter problemas psiquiátricos. Aberto inquérito à ação policial

Um homem de origem portuguesa foi abatido este sábado pela polícia francesa horas depois de ter circulado no centro da cidade de Châlette-sur-Loing, a cerca de 120 quilómetros a sul de Paris, a exibir uma faca a ameaçar pessoas e após ter resistido à detenção pelas autoridades.

Um vídeo a circular na internet mostra o momento, que dura alguns minutos, em que este indivíduo é abordado pela polícia, que o encontrou através dos dados da matrícula. Recusa sair do interior da viatura em que se encontra, numa zona residencial, rodeado por carros e agentes da polícia, que lhe gritam, o agridem e tentam partir os vidros com os bastões.

Foi aberto um inquérito da Inspeção-Geral da Polícia Nacional francesa para perceber se os disparos dos agentes foram justificados. No inquérito, será investigado se a ação da polícia foi proporcional à ameaça.

Segundo a informação avançada pelo France Bleu, que cita o autarca de Châlette-sur-Loing, Franck Demaumont, o homem tinha cerca de 50 anos e era oriundo de uma família de origem portuguesa com fortes ligações à vida associativa daquela cidade. A Lusa afirma que se trata de um emigrante português.

O homem conseguiu contornar os obstáculos e pôs-se em fuga de carro. Foi nesse momento que a polícia disparou várias vezes.

A imprensa francesa diz que o homem ameaçou matar os agentes da polícia e "colocar bombas em toda a cidade".

As autoridades já conheciam este homem, que em alguns meios de comunicação é chamado de Luís e noutros de Victor Hugo, por ter problemas psiquiátricos e estar a receber tratamento. O France Bleu indica que o homem vivia com a mãe, que se encontrava ausente, de férias em Portugal.

O La Nouvelle Republique avança que o indivíduo não tem qualquer condenação.

Os investigadores da IGPN vão ficar uma semana no local para determinar se o argumento de legítima defesa pode ser invocado pela polícia e se a resposta foi proporcional à ameaça. Os agentes e várias testemunhas do episódio estão agora a ser ouvidos pela IGPN.

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse à Lusa que os serviços consulares não foram, até agora, contactados pelas autoridades francesas, pelo que desconhecem mais pormenores sobre o incidente.

[Notícia atualizada às 15:45: Acrescenta que foi aberto um inquérito à atuação da polícia]

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