Hillary abandona cerimónia do 11 de Setembro a meio devido a indisposição

ATUALIZADA. Democrata fez depois questão de se deixar fotografar a andar na rua para demonstrar que está bem

A candidata presidencial democrata Hillary Clinton sentiu-se mal durante a cerimónia dos 15 anos do 11 de Setembro, em Nova Iorque, e abandonou o evento a meio. Um porta-voz da campanha disse que Clinton se sentiu mal devido ao excesso de calor e que, por isso, foi para o apartamento da filha Chelsea em Manhattan, mas que já se sente "muito melhor".

Em comunicado, o porta-voz Nick Merrill disse que a antiga secretária de Estado esteve na cerimónia durante 90 minutos para "homenagear e cumprimentar algumas das famílias das vítimas". Clinton saiu a meio da leitura dos nomes das vítimas, um momento que se repete todos os anos.

O momento em que Hillary aparentemente desmaia quando tenta entrar no automóvel que a transportaria para casa da filha foi captado em vídeo e está já a ser utilizado pelos seus adversários como arma política.

Clinton, de 68 anos, tem sido alvo de vários rumores sobre a sua saúde, que passaram de hipóteses discutidas nas redes sociais para as capas dos tabloides e até tiveram lugar no discurso do principal rival, Donald Trump, de 70 anos. Em meados de agosto, Trump disse que Clinton não tinha "a energia e resistência física e mental necessárias" para lutar contra o grupo Estado Islâmico.

Algumas horas mais tarde, Hillary Clinton apareceu junto dos meios de comunicação social e posou para as fotografias, dizendo estar a sentir-se bem.

Hillary Clinton saiu depois do prédio da filha Chelsea e andou um pouco pelo passeio, saudando os transeuntes, em jeito de demonstração de que está tudo bem

Seis momentos de silêncio

Os ataques da Al-Qaeda mataram 2753 pessoas em Nova Iorque, 184 no Pentágono em Washington e 40 no voo 93, que caiu num campo na Pensilvânia, depois de passageiros e tripulantes se terem voltado contra os sequestradores.

O Presidente Barack Obama, que assinalou a data com a sua família na Casa Branca, afirmou hoje, numa cerimónia no Pentágono, que a diversidade é "uma das maiores forças" dos Estados Unidos e que o objetivo dos "terroristas" consiste em dividir o país.

O primeiro dos seis momentos de silêncio previstos nos Estados Unidos foi cumprido às 08:46 (13:46 em Lisboa), a hora a que o primeiro avião embateu na Torre Norte do World Trade Center.

A cerimónia também registou uma interrupção para assinalar a hora a que o segundo avião atingiu a Torre Sul. Outros momentos de silêncio ocorrerão às horas em que cada uma das torres se desmoronou, bem como quando o Pentágono foi atacado e quando o voo 93 se despenhou na Pensilvânia.

Em Nova Iorque, a polícia e familiares dos que morreram no World Trade Center leram, como fazem todos os anos, os nomes das vítimas.

"O 11 de Setembro de 2001 tocou todos os nova-iorquinos, mas os terroristas não levaram a melhor porque 15 anos depois somos fortes e estamos unidos", escreveu o presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, na rede social de mensagens curtas Twitter.

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