Há progressos na Cimeira Europeia, mas acordo continua bloqueado

Proposta de criação de plataformas de desembarque foi aceite pelo governo italiano

O governo italiano aceitou uma contra proposta, para a criação de plataformas de desembarque nos países do mediterrâneo sul e nos países europeus que, numa "base voluntária" aceite criar centros semelhantes nos seus territórios, apurou o DN, em Bruxelas.

Trata-se de um modelo aceite por Giuseppe Conti, que se tornou no protagonista da noite, ao bloquear as conclusões da primeira parte do encontro de chefes de Estado ou de Governo.

Giuseppe Conti chegou à cimeira com uma proposta em que "trabalhou muito" nos últimas semanas, exigindo "alterações radicais" aos acordos de Dublin, com vista a gerir as migrações no Mediterrâneo.

"A Itália trabalhou muito na proposta enviada ao Conselho. É uma proposta que é razoável e está em conformidade com os valores da UE. Encontrei-me com outros estados membros e eles ofereceram o seu apoio. Agora esperamos que as palavras sejam transformadas em ações - nós queremos a dura realidade. Eu permaneço disponível", afirmou o novo chefe do governo italiano.

Mas, com uma ação inédita na negociação europeia, Conti pressionou a aprovação da proposta, recusando-se a assinar o documento das conclusões, sobre a primeira parte da reunião, na qual se discutiram "as questões de segurança e defesa, emprego, crescimento e competitividade, inovação e digital e outras questões como o alargamento, o [relatório do voo] MH-17 e o QFP [Quadro Financeiro Plurianual]", conforme consta do curtíssimo comunicado, divulgado pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

França assumiu liderança da negociação

De acordo com fontes europeias, faltará agora o acordo dos países de visegrado, em torno do documento final que resulta da proposta de Emmanuel Macron. O presidente francês apresentou um conjunto de medidas, que introduzem um instrumento penalizador, para os países que se tem recusado a cumprir as cotas para a recolocação de migrantes.

Macron defende que os Estados-Membros que se recusarem a ceder uma quota imposta por Bruxelas entrem com mais dinheiro para agencia de gestão de fronteiras externas da UE ou para outros instrumentos para a solucionar a crise.

Em Bruxelas

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