Guerra comercial. China garante que "não vai disparar o primeiro tiro"

A China ameaçou aplicar taxas no valor de 34 mil milhões de dólares sobre produtos provenientes dos EUA, a partir de 6 de julho, depois de Washington avisar que vai penalizar as exportações chinesas a partir da mesma data

A disputa comercial está prestes a subir de tom entre a China e os EUA. Os dois países ameaçaram aumentar os impostos sobre as importações a partir de 6 de julho, sexta-feira, mas a China garante que não ser a primeira a entrar nesta "guerra", apesar das 12 horas de diferença horária entre os dois países.

"Nós não vamos disparar o primeiro tiro e não vamos implementar medidas tarifárias antes dos EUA"

A garantia foi dada esta quarta-feira através de um comunicado do Ministério das Finanças chinês, avança a Reuters. "Nós não vamos disparar o primeiro tiro e não vamos implementar medidas tarifárias antes dos Estados Unidos", lê-se no documento, que não refere mais pormenores sobre a disputa comercial entre os dois países.

A China anunciou que vai aumentar em 25% os impostos sobre produtos provenientes dos EUA, no valor de 34 mil milhões de dólares, que incluem produtos agrícolas e do setor automóvel que entrem no mercado chinês. As autoridades chinesas anunciaram que as novas taxas vão entrar em vigor a partir de 6 de julho. A decisão surge depois de os EUA ameaçarem penalizar cerca de 1300 produtos chineses - de vários setores como a robótica, tecnologias de informação e comunicação - com o aumento de 25% das taxas alfandegárias, que vão entrar em vigor precisamente na mesma data.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, afirmou, no entanto, que o país "está totalmente preparado" para adotar um pacote de medidas necessárias" para salvaguardar os interesses da China

Devido às 12 horas de diferença entre os dois países, as tarifas chinesas aos produtos provenientes dos EUA poderiam ser aplicadas mais cedo, mas a China assegura que não o vai fazer antes de Washington.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, afirmou, no entanto, que o país "está totalmente preparado" para adotar um pacote de medidas necessárias" para salvaguardar os interesses da China.

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Nuno Artur Silva

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