Guaidó impedido para exercer cargos públicos durante 15 anos

Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, foi esta quinta-feira inabilitado para exercer cargos públicos

Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, foi esta quinta-feira inabilitado para exercer cargos públicos durante 15 anos, anunciou Elvis Amoroso, responsável por zelar pela transparência do Estado venezuelano.

Amoroso, avançaram a Reuters e a BBC, considerou que Guaidó apresentou inconsistências nos seus registos financeiros e um nível de despesas que não batem certo com os rendimentos de que aufere oficialmente.

Guaidó, de 35 anos, declarou-se presidente interino da Venezuela a 23 de janeiro, depois de ter encabeçado uma campanha a nível internacional para a rejeitar a tomada de posse, 13 dias antes, de Nicolás Maduro.

Apoiado pelos EUA, países latino-americanos como o Brasil e europeus como Espanha, Reino Unido e Portugal, Guaidó tem mobilizado os venezuelanos a revoltarem-se nas ruas contra o regime chavista.

Mas, do outro lado da barricada, a apoiar Maduro, sucessor de Hugo Chávez no poder, estão potências não menos importantes como Rússia, China, Irão e Turquia. E os militares venezuelanos. Daí que, até agora, ainda não tenha caído.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu na Casa Branca a mulher de Guaidó, Fabiana Rosales. "A Rússia deve sair [da Venezuela]", declarou Trump, no final de um encontro com a ex-jornalista.

"Pedimos à Rússia que suspenda todo o seu apoio ao regime de Maduro, apoie Juan Guadió e permaneça ao lado das nações em todo o continente, até que seja restaurada a liberdade", afirmou Mike Pence, o vice-presidente de Trump.

O número 2 da Administração norte-americana disse que Rosales é uma mulher "corajosa" e garantiu que os EUA estão incondicionalmente ao lado da oposição a Nicolas Maduro, liderada pelo marido, Juan Guaidó.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.