Greve no McDonald's: trabalhadoras queixam-se de assédio sexual

Dizem que são apalpadas e que recebem propostas sexuais de supervisores e os gerentes nada fazem, Vão parar na próxima terça-feira em dez cidades americanas

Mulheres que trabalham em restaurantes do McDonald's nos Estados Unidos estão fartas de assédio sexual por parte de supervisores e querem que a empresa tome medidas sérias porque quando se queixam são ignoradas pelos gerentes ou até castigadas.

Para já, fartas de serem apalpadas por chefes que lhes pedem sexo e se exibem no próprio local de trabalho, trabalhadoras de restaurantes de dez cidades americanas vão fazer greve no próximo dia 18, terça-feira, para pressionar a empresa a resolver o problema, como revelou a Associated Press.

Trata-se da primeira greve laboral que atinge uma empresa dos EUA relacionada com o movimento #MeToo, nota a publicação online Vox, um ano depois de alegações contra o produtor de cinema Harvey Weinstein ter levado centenas de mulheres a denunciar as suas experiências em que foram ou são vítimas de assédio sexual.

"Queremos mudar a cultura no McDonald's", avisou a advogada Mary Joyce Carlson, em declarações ao Politico. "E, ao fazer isso, mudar a cultura na indústria de fast food", apontou a jurista associada à campanha por direitos laborais "Fight For $15", que defende o pagamento de 15 dólares por hora (cerca de 12,90 euros) para trabalhadores de setores como o fast food, lojas de conveniência e de aeroportos, postos de abastecimentos, atendimentos domiciliares e de cuidados com crianças, entre outros.

Em maio passado, revela a Vox, dez mulheres apresentaram queixas de assédio sexual contra restaurantes do McDonald's na Comissão da Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA. Algumas dessas mulheres estão agora a organizar a paralisação em conjunto com o Time's Up Legal Defense Fund, um grupo de assistência jurídica para trabalhadores que sofrem assédio sexual, e o Fight for $ 15, grupo de pressão que luta por salários mais altos na indústria de fast food.

Sem conseguir antecipar quantas e quantos funcionários participarão na greve, a AP avança que centenas de mulheres votaram a favor da greve em "comissões de mulheres" recém-formadas em dezenas de restaurantes da cadeia McDonald's.

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