Grécia: Juncker garante toda a ajuda e Tsipras declara três dias de luto

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, expressou esta terça-feira condolências às autoridades gregas, oferecendo a ajuda europeia "enquanto for necessário".

Numa carta dirigida ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ofereceu esta terça-feira apoio a Atenas, "durante estes tempos difíceis", garantindo que "tudo será feito" da parte de Bruxelas, para que "não falte ajuda".

Tsipras, que interrompeu a sua viagem à Bósnia-Herzegovina, já regressou à Grécia e declarou entretanto três dias de luto. O chefe do governo grego garantiu também que ninguém ficará sem ajuda e realizou de imediato uma reunião extraordinária do governo.

"Estamos lado a lado com o povo e as autoridades gregas e louvo os incansáveis e corajosos esforços dos bombeiros. Tudo será feito para fornecer apoio hoje, amanhã e pelo tempo que for necessário", disse o presidente da Comissão Europeia.

Juncker aproveitou ainda para agradecer aos "Estados membros relevantes pela sua solidariedade contínua a este respeito". Portugal (a quem a Comissão agradeceu ontem a participação no mecanismos de coordenação europeia, pelo envio de meios aéreos para a Suécia) enviou hoje 50 elementos da Força Especial de Bombeiros, para combater o fogo na Grécia.

O porta-voz da Comissão Europeia para a Ajuda Humanitária, Carlos Ruiz de Gordejuela, confirmou que o pedido de ajuda chegou ainda "ontem à noite", tendo a sido "ativado o mecanismo [europeu de coordenação de emergências].

"Rapidamente, recebemos algumas ofertas de ajuda de três Estados membros, [nomeadamente] Espanha, Chipre e Bulgária", disse o porta-voz, garantindo que Bruxelas "está em contacto permanente com as autoridades, caso haja novos pedidos de ajuda, da Grécia. E, poderemos coordenar a resposta de outros Estados-Membros".

O comissário Christos Stylianides está a caminho de Atenas para "coordenar o sistema no terreno, em conjunto com as autoridades gregas", disse o porta-voz.

Com a maior parte do território Europeu em situação de seca e em alerta para o risco de incêndios florestais, Carlos Ruiz de Gordejuela fala numa situação inédita, embora se recuse a relacionar os acontecimentos na Grécia, com o fenómeno das alterações climáticas.

"Se olharmos os nossos relatórios sobre o risco de incêndios florestais na Europa e a situação atual, podemos facilmente concluir que vivemos uma situação sem precedentes, relativamente aos incêndios florestais", disse.

Em Bruxelas

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