Berlim ganhou 2.900 milhões de euros com a crise grega

Os lucros foram obtido indiretamente pela compra de títulos de dívida grega ao Banco Central Europeu

Berlim ganhou indiretamente cerca de 2.900 milhões de euros com a crise grega, segundo as conclusões tiradas da resposta do Governo alemão a uma pergunta formulada pelo grupo parlamentar alemão Os Verdes.

Os ganhos são, em parte, um resultado do programa de compra de títulos de dívida grega do Banco Central Europeu (BCE). O restante valor resulta dos ganhos do Bundesbank, banco central da Alemanha, cujos lucros são depois transferidos para os Orçamentos do Estado alemães.

Até 2017, o Bundesbank obteve ganhos com juros no valor de 3.400 milhões de euros, dos quais foram transferidos 527 milhões para o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e 387 milhões de euros para a Grécia, fazendo com que se obtivesse um lucro de 2.500 milhões de euros.

A estes 2.500 milhões de euros juntam-se 400 milhões de euros ganhos com juros de um crédito do Banco para a Reconstrução (KfW), banco público alemão.

"Contrariamente às informações que circulam, a Alemanha obteve um considerável benefício com a crise grega. Não é aceitável que o Governo consolide os orçamentos alemães com os benefícios da crise grega ", disse Sven-Christian Kindler, porta-voz do grupo parlamentar de Os Verdes.

O partido alemão Os Verdes é partidário de um perdão da dívida grega.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.