Governo alemão não tem intenções de vetar extradição de Puigdemont

O Governo alemão não tem intenção de vetar uma eventual decisão da Justiça para extraditar para Espanha o ex-líder da Generalitat, Carles Puigdemont, segundo revelou hoje o semanário Der Spiegel.

De acordo com a publicação, o executivo de Angela Merkel considera que avançar com esse passo seria uma "afronta jurídico-política para com o estados federados", para os quais foi transferida a competência de autorizar as extradições.

O Der Spiegel adianta ainda que a Fiscalia (Ministério Fiscal de Espanha) já assumiu a mesma posição que o Ministério Alemão da Justiça, que não tem a intenção de vetar uma eventual extradição.

Na sexta-feira da semana passada, o Supremo Tribunal espanhol acusou de delito de rebelião 13 separatistas pela sua participação no processo de independência da Catalunha, entre os quais se encontram o Carles Puigdemont, refugiado até ter sido detido na Bélgica, e o seu ex-presidente, Oriol Junqueras, preso desde novembro de 2017.

São acusados de terem organizado o referendo de autodeterminação de 01 de outubro de 2017 apesar de este ter sido proibido por violar a Constituição espanhola.

Em 27 de outubro de 2017, Madrid decidiu intervir na Comunidade Autónoma, através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram em 21 de dezembro último.

O bloco de partidos independentistas manteve nessas eleições a maioria de deputados no parlamento regional, mas está a ter dificuldades para formar um novo executivo.

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