Google aposta em África com a abertura de um laboratório de Inteligência Artificial

Encontrar soluções para problemas nas áreas da saúde, agricultura e educação é o objetivo da gigante tecnológica com o seu primeiro laboratório de investigação em Inteligência Artificial no Gana

Depois dos laboratórios tecnológicos em Tóquio, Zurique, Montreal ou Paris, a Google aposta agora em África. A gigante tecnológica abriu o seu primeiro laboratório de investigação em Inteligência Artificial no Gana e o objetivo passa por encontrar soluções para problemas em diversas áreas no continente africano como na saúde, educação e agricultura.

"África enfrenta muitos desafios e aqui o uso de inteligência artificial pode ser mais importante do que em outros locais", afirmou à AFP Moustapha Cissa, diretor do novo centro Google, em Acra, capital do Gana, durante a cerimónia de inauguração na semana passada.

Nesse sentido, afirmou o especialista, o trabalho da sua equipa é fornecer as ferramentas necessárias para que os programadores possam criar produtos que ajudem a resolver problemas que o continente africano enfrenta atualmente. "A maior parte do que fazemos nos nossos centros de investigação, e não só em Acra, é publicar um código-aberto para que todos possam usá-lo ara construir todo o tipo de coisas", explicou Cissa, que lidera uma equipa de nove pessoas de vários países, entre as quais investigadores e engenheiros de "software".

Um dos exemplos práticos do uso da inteligência artificial pode passar por ajudar um agricultor a receber o diagnóstico de uma doença que afeta a sua plantação de mandioca, através de uma aplicação baseada no TensorFlow, uma biblioteca de software para inteligência artificial gratuita da Google.

Fazer "realmente a diferença" em África

O novo laboratório da Google em Acra conta com a colaboração de vários cientistas de universidades africanas e irá permitir bolsas de estudo em doutoramentos na área da inteligência artificial. "O objetivo também é abrir os olhos de políticos sobre esta nova tecnologia para que percebam a sua importância. Espero que invistam mais em formação na área da inteligência artificial em África e a sua aplicação em diversas áreas", afirmou Moustapha Cissa, entusiasmado com este primeiro passo dado na capital do Gana.

O novo centro da gigante tecnológica também vai permitir melhorar a capacidade do Google Translate, o serviço de tradução da empresa, para identificar os mais de 200 dialetos que existem no continente africano.

"Quero trabalhar com outros investigadores em África e fazer realmente a diferença no continente", fez notar o diretor do novo laboratório da Google no Gana.

Ler mais

Exclusivos