Furacões Irma e Harvey deverão custar 241 mil milhões de euros

Os furacões Irma e Harvey vão custar 290 mil milhões de dólares (241 mil milhões de euros) ou 1,5 pontos percentuais do PIB dos Estados Unidos, de acordo com uma estimativa do Serviço de Meteorologia privado Accuweather.

"As estimativas dos prejuízos provocados pelo Irma devem aumentar para cerca de 100 mil milhões de dólares, tornando-o num dos furacões com os maiores custos de sempre", afirmou o fundador e CEO do Accuweather, Joel N. Myers, indicando que tal corresponde a meio ponto percentual da economia norte-americana.

"Estimamos que o furacão Harvey seja a catástrofe meteorológica mais cara da história dos Estados Unidos, com um valor na ordem dos 190 mil milhões de dólares, ou seja, o equivalente a um ponto percentual do Produto Interno Bruto" dos Estados Unidos, sublinhou.

Os prejuízos resultantes dos dois furacões vão equivaler assim a 1,5 pontos percentuais do PIB, o que vai anular o crescimento económico previsto entre meados de agosto e o fim do ano, de acordo com o mesmo responsável.

A Accuweather lista uma série de itens responsáveis pelos custos mais elevados, entre os quais figuram a suspensão da atividade das empresas, o aumento do desemprego que pode estender-se por meses, ou a destruição de infraestruturas, afetando os transportes, ou perdas agrícolas, como do cultivo de algodão ou da colheita de laranjas que, por seu lado, têm um efeito ricochete nos preços no consumidor, ou a subida dos preços dos combustíveis, sem falar nos danos em habitações e/ou viaturas, antiguidades ou outras peças de arte.

Apenas uma parte dos prejuízos vai ser coberta pelas seguradoras, afirmou Joel Myers, sublinhando que boa parte ficará de parte, como as despesas incorridas pelos milhões de pessoas que foram obrigadas a deixar as suas casas.

O Irma que atingiu duramente as Keys, um arquipélago de ilhas turísticas, na manhã de domingo, move-se rumo a norte e ameaça Tampa, cidade da costa oeste do estado da Flórida.

O Harvey, que tocou terra no sudeste do Texas em finais de agosto, provocou, por seu turno, avultados prejuízos materiais e paralisou a quarta maior cidade dos Estados Unidos, Houston, onde foram registadas inundações sem precedentes.

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