Furacão Florence obriga a evacuação em massa na costa Atlântica dos EUA

Tempestade de categoria quatro levou os governadores dos Estados da Virgínia, da Carolina do Norte e do Sul a ordenarem a retirada de mais de um milhão e meio de habitantes

Evacuações em massa foram ordenadas ao longo da Costa Atlântica dos Estados, à medida que o furacão Florence, uma tempestade de categoria quatro e a mais poderosa ameaça à região das últimas três décadas, irrompeu na direção da região nesta terça-feira.

O governador Ralph Northam emitiu uma ordem de evacuação, com efeito a partir das 08.00 locais (13.00 em Lisboa), para cerca de 250 mil residentes da região costeira da Virgínia, bastante suscetível a inundações. Já o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, ordenou que mais de um milhão de residentes da zona costeira deste estado abandonem as suas casas a partir do meio-dia (17.00).

"Esta é uma tempestade séria e vai ter efeitos em todo o estado", avisou Nathan em conferência de imprensa. "Toda a gente na Virgínia tem de estar preparada".

De acordo com o National Hurricane Center, de Miami, o Florence - que regista já ventos de 220 quilómetros por hora - deverá tornar-se ainda mais forte antes de estabelecer contacto com a costa, muito provavelmente do Sudeste da Carolina do Norte, perto da fronteira com a Carolina do Sul.

"Estamos no olho da tempestade", avisou, também em conferência de imprensa, o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper. Prevê-se que pelo menos 250 mil pessoas sejam evacuadas da zona dos Outer Banks, na Carolina do Norte, depois de na segunda-feira já ter sido ordenada a evacuação de 50 mil pessoas em Hatteras e Ocracoke, as ilhas-barreira mais a Sul do Estado.

Além da tempestade costeira, potencialmente letal para quem seja apanhado desprevenido, as autoridades antecipam também fortes chuvadas, que deverão abranger áreas de centenas de quilómetros e causar grandes cheias.

O Florence é o primeiro furacão de categoria quatro, na escala de Saffir-Simpson, a atingir as Carolinas desde 1989, sendo também o mais intenso registado na costa dos Estados Unidos neste ano.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.