Funcionários venezuelanos agredidos ao validar assinaturas para referendo

Os funcionários do Conselho Nacional Eleitoral revelaram que foram agredidos e que algumas "expressões de ódio" por parte de dirigentes puseram as suas vidas em risco

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), denunciou esta quinta-feira que ocorreram agressões a funcionários daquele organismo, durante o processo de validação das assinaturas e impressões digitais dos eleitores que solicitaram ativar o referendo revogatório do mandato de Nicolás Maduro.

"Uma vez mais, temos visto o desenvolvimento de uma estratégica de agitação política que utiliza a instituição (CNE) para realizar cenários violentos", denunciou aos jornalistas uma responsável do CNE.

Segundo Sandra Oblitas, durante os três dias de jornadas de validação "foram agredidos funcionários no desenvolvimento da atividade, funcionários que prestam o seu serviço para cumprir com esta fase" de recenseamento.

Por outro lado explicou que o CNE não opina sobre as estratégias e opiniões políticas mas que dirigentes opositores realizaram hoje "expressões de ódio que põem em risco a vida dos funcionários (do CNE)".

"Vemos com preocupação como alguns líderes expuseram os nossos diretores regionais e a outros funcionários desta instituição, ao escárnio público (através das redes sociais), com nomes, apelidos e fotografias. Queremos fazer um aviso muito sério. Não vamos permitir que ponham em risco a vida dos nossos funcionários, que exponham os nossos diretores regionais e operadores de máquinas", disse.

A 11 de junho último o CNE advertiu que se houver violência suspenderá o longo processo de convocatória do referendo para destituir o Presidente Nicolás Maduro.

"Quero dizer muito enfaticamente que qualquer agressão, alteração da ordem ou geração de violência levará à suspensão imediata do processo até que se restabeleça a ordem, a tranquilidade e o respeito", disse a presidente do CNE, Tibisay Lucena, numa conferência de imprensa em Caracas.

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