Encontrou a sua própria casa no Airbnb e teve de a arrendar ao inquilino

Mulher em Barcelona viu um inquilino subarrendar uma habitação sem ter autorização para o fazer

Uma mulher de Barcelona teve de pagar para arrendar um apartamento que lhe pertencia, através da plataforma Airbnb, para conseguir entrar, trocar a fechadura e recuperar o imóvel. Montse Pérez alugou o apartamento a um homem que o subarrendava sem autorização e só descobriu quando encontrou a casa na plataforma Airbnb.

O contrato entre ambos, que o inquilino não respeitou, dizia explicitamente que este não estava autorizado a arrendar novamente a habitação. Mas, sem conhecimento da senhoria, aquele colocou a casa, situada no bairro de Barceloneta, no Airbnb.

A empresa responsabilizou o "anfitrião", que arrendava o apartamento sem conhecimento da dona, e pede a "todos que se certifiquem que têm permissão" para colocar um anúncio. Pediu também para que sejam "cumpridas todas as leis locais".

De acordo com o El País, Thais Franco, filha de Montse Pérez, explicou que a família arrendou em maio um apartamento num bairro de Barcelona a um jovem de 26 anos. No contrato dizia que o homem não podia voltar a arrendar a casa a outras pessoas. Fê-lo, no entanto, e a família dona do apartamento nunca mais o conseguiu contactar até descobrirem a casa no Airbnb.

Thais Franco refere ainda que acredita tratar-se de uma organização que se dedica a este tipo de ações, e diz ter conhecimento de que o inquilino arrendou outros imóveis com o mesmo objetivo: pagar cerca de 1000 euros por mês e cobrar 200 por cada noite a turistas, obtendo assim lucro em pouco tempo.

O governo local, através de Janet Sanz, que detém o pelouro do Urbanismo, relembrou que o Airbnb é a única plataforma da cidade que mantém no seu site apartamentos que não têm autorização para funcionar como apartamentos turísticos.

"A mensagem para o Airbnb é clara: basta. E não é questão de quem tem razão. O problema é que a atividade prejudica vizinhos e pequenos proprietários por não querer cumprir a lei", afirmou Sanz.

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