Florida volta a ter recontagem de votos

Já se suspeitava, mas agora é oficial: o estado norte-americano da Florida vai recontar os votos das eleições para o Senado e para governador, devido à reduzida diferença entre candidatos

Por um lugar no Senado norte-americano, no estado da Florida, o governador republicano Rick Scott ficou à frente do democrata Bill Nelson nas eleições intercalares de 7 de novembro, mas a diferença foi de apenas 0,15 pontos percentuais. Neste estado, a lei obriga que haja uma recontagem dos votos caso a diferença entre o candidato vencedor e o candidato vencido seja inferior a 0,5 pontos percentuais.

Os resultados oficiais apontam que o republicano Rick Scott está à frente na corrida ao Senado, mas apenas 12.562 votos o separam de Bill Nelson num universo de 8,2 milhões de votos, o que obriga a uma recontagem, avança o The Washington Post.

A reduzida diferença de votos entre as duas candidaturas originou contestação nas ruas e acusações de fraude eleitoral por parte do republicano Rick Scott e também do próprio Donald Trump, presidente dos EUA, que falou memo em "roubo eleitoral".

Recontagem na corrida para governador

Na corrida para governador, entre o candidato democrata Andrew Gillum e o republicano Ron DeSantis, também vai haver recontagem de votos. Caso o democrata ganhar, será o primeiro afro-americano a assumir funções de governador no estado da Florida.

Donald Trump já reagiu a estas duas recontagens de votos. No Twitter, afirmou que estão "a tentar roubar duas grandes eleições na Florida".

As autoridades da Florida afirmaram, no entanto, que não encontraram "nenhuma evidência de atividade criminal" nas eleições intercalares.

Um episódio de incerteza a fazer lembrar a polémica recontagem de votos nas eleições presidenciais de 2000 também na Florida. Na altura, George W. Bush derrotou Al Gore, com uma diferença de 537 votos, o que lhe permitiu vencer a nível nacional.

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