Falha elétrica foi provocada por trabalhador que desligou corrente

Durante mais de dois dias houve perturbações nos voos da British Airways. Chegou a falar-se que a falha elétrica fora um ciberataque

A falha elétrica que provocou um problema informático e gerou o caos nos horários dos voos da British Airways durante mais de dois dias foi provocada por alguém que trabalhava nas obras de manutenção num centro de dados da companhia aérea, segundo avança hoje o Times.

Uma investigação preliminar ao incidente, que provocou levou ao cancelamento de mais de 700 voos e afetou mais de 75 mil passageiros, conclui, segundo o jornal britânico, que este se deveu a erro humano e não a falha técnica e será nessa base que o inquérito se vai desenrolar.

Um funcionário de uma empresa de construção que fazia obras de manutenção terá desligado a fonte de energia, eliminando os sistemas informáticos da British Airways.

A companhia aérea britânica cancelou no sábado todos os voos previstos para descolar dos aeroportos londrinos de Heathrow e Gatwick devido à uma falha informática. Segundo a transportadora, houve uma "importante falha do sistema informático", a qual causou "graves alterações" nos seus voos a nível mundial.

A empresa afastou, contudo, a hipótese de se tratar de um ciberataque. "Não há nenhuma prova de que se trate de um ciberataque", disse à agência de notícias espanhola Efe um porta-voz da British Airways.

As perturbações mantiveram-se até segunda-feira, embora nesse dia a situação não fosse tão calamitosa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.