Facebook apagou 32 contas que tentavam influenciar eleições nos EUA

Congresso norte-americano foi informado da existência de uma "campanha de influência política coordenada", segundo o 'The New York Times'.

O Facebook anunciou ter removido 32 contas desta rede social e do Instagram por estarem envolvidas "num comportamento coordenado não autêntico". Segundo o The New York Times, em causa estava uma "campanha de influência política coordenada" antes das eleições intercalares de novembro nos EUA.

Em causa estão pelo menos 32 contas que estavam envolvidas em comportamentos "coordenados" e pareciam ser falsas: oito páginas do Facebook, 17 perfis nesta rede social, e sete contas de Instagram. Mais de 290 mil pessoas seguiam estas contas e perfis.

Terão sido detetadas há duas semanas como parte das investigações às alegadas interferências nas presidenciais norte-americanas. A empresa está a colaborar com o FBI e o Congresso norte-americano terá sido avisado, segundo o The New York Times.

"Este tipo de comportamento não é permitido no Facebook porque não queremos que pessoas ou organizações a criar redes de contas para enganar os outros sobre quem são ou o que estão a fazer", indicou a empresa de Mark Zuckerberg num comunicado.

"Ainda estamos na fase inicial da nossa investigação e não temos todos os factos - incluindo quem pode estar por detrás disto", acrescentou. Contudo, o Facebook terá encontrado algumas ligações às contas ligadas à russa Internet Research Agency (Agência de Pesquisa de Internet), que terá sido usada nas alegadas tentativas de influenciar as eleições presidenciais de 2016 nos EUA.

"Mas estamos a partilhar o que sabemos hoje dada a ligação entre estes maus atores e protestos que estão previstos para a próxima semana em Washington", acrescentou.

Uma das páginas chamava-se "Resisters" (resistentes) e tinha criado um evento apelidado "No Unite the Right 2-DC", numa referência à manifestação supremacista de há um ano, em Charlottesville, que se chamava "Unite the Right" (unir a direita) e que causou um morto. O novo evento devia servir como contramanifestação ao encontro de nacionalistas brancos que vai ocorrer em Washington para assinalar o primeiro aniversário desse protesto.

"Enfrentamos adversários determinados e bem financiados, que nunca desistem e estão constantemente a mudar de tática. É uma corrida às armas e precisamos de estar a melhorar constantemente", acrescentou o Facebook.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."