Exumação de Franco faz disparar número de turistas no Vale dos Caídos

Desde que o novo governo socialista anunciou a intenção de exumar os restos mortais do ditador espanhol que o número de visitas ao Vale dos Caídos, local onde está sepultado, aumentou 49%

A exumação de Franco do Vale dos Caídos, tema discutido e motivo de polémica há anos e anos, voltou a estar na ordem do dia com a chegada ao poder do governo socialista liderado por Pedro Sánchez.

Num debate no parlamento espanhol, a 17 de julho, o líder do PSOE disse que a exumação dos restos mortais do ditador "é uma decisão firme" que será tomada "em breve" e executada "num muito breve espaço de tempo".

A seguir a isso multiplicaram-se os protestos dos simpatizantes do franquismo, junto ao Vale dos Caídos, onde está sepultado, mas também o número de turistas a ir visitar o túmulo do ditador que foi o homem forte de Espanha entre 1936 e 1975.

Segundo o El Mundo, este ano já visitaram o Vale dos Caídos 153 677 pessoas, 38 269 delas só em julho. O que pressupõe um aumento de 49%, pois em julho de 2017 o número de visitas ao monumento situou-se nas 25 532.

O Vale dos Caídos, situado a 40 Km de Madrid, é um complexo de edifícios de grande dimensão idealizado e erigido por Francisco Franco para homenagear os mortos da Guerra Civil espanhola, estando o túmulo do ditador, sempre florido, ao lado do fundador do partido fascista Falange, José Antonio Primo de Rivera.

Em nome de uma suposta "reconciliação" nacional, Franco transferiu os restos mortais de 37 000 vítimas - nacionalistas e republicanos - da guerra civil, para o local que é visto como exaltador da ditadura franquista.

Francisco Franco Bahamonde foi um militar espanhol que integrou o golpe de Estado que em 1936 marcou o início da Guerra Civil Espanhola. O seu campo acabaria por sair vencedor e, depois disso, seguiu-se a ditadura. A transição para a democracia deu-se após a sua morte, em 1975.

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