Explosão no centro de Atenas causa ferimentos em polícia

Autoridades foram alertadas para a existência de um pacote suspeito junto a uma igreja ortodoxa

Um polícia ficou ferido na sequência de uma pequena explosão em frente a uma igreja no centro de Atenas, depois das forças de segurança terem sido alertadas para a existência de um objeto suspeito. A explosão ocorreu no início da manhã desta quinta-feira junto à igreja ortodoxa de Agios Dionysios, em Kolonaki.

O polícia foi transportado para um hospital militar na capital, mas os seus ferimentos não são considerados fatais. As autoridades já se encontravam em alerta após um ataque ocorrido a 17 de dezembro contra a estação privada de televisão Skai. Nesse dia, a explosão de uma bomba partiu janelas e danificou a entrada principal, atingindo os escritórios localizados na parte da frente do edifício. Os prédios mais próximos e algumas viaturas também foram atingidos.

O engenho explosivo tinha sido preso a uma barreira de metal numa movimentada estrada costeira na área de Faliro, no sul de Atenas. A Grécia tem uma história de ataques armados nas últimas quatro décadas, a maioria realizada por grupos radicais de extrema esquerda que começaram a surgir após uma ditadura de direita que durou sete anos, até 1974. Os alvos são, habitualmente, bancos e embaixadas, bem como espaços ligados às autoridades policiais e judiciais.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?