Exército afegão liberta 149 reféns capturados pelos talibãs em emboscada

Ainda há 21 reféns nas mãos dos rebeldes que, depois de rejeitarem um cessar-fogo oferecido pelo governo, atacaram uma coluna de três autocarros no distrito de Khan Abad, na província de Kunduz

As forças armadas do Afeganistão conseguiram, nas últimas horas, libertar 149 dos 170 reféns feitos esta manhã pelos talibã, num ataque a uma coluna de autocarros que serviu de "resposta" a um cessar-fogo oferecido pelo governo. Com 21 pessoas ainda nas mãos dos rebeldes, os combates prosseguem.

Neste domingo, recorde-se, o presidente afegão Ashraf Ghani tinha anunciado um cessar-fogo condicional numa tentativa de controlar a escalada de violência dos últimos meses, em que os rebeldes têm intensificado os ataques a alvos civis e militares. Inicialmente, apesar de no sábado o líder dos talibãs afegãos, Maulvi Haibatullah, ter avisado de que não haveria paz no país enquanto permanecessem no território tropas estrangeiras, surgiram notícias dando conta da disponibilidade dos rebeldes para aceitarem as tréguas. Mas as esperanças dissiparam-se no espaço de algumas horas.

Na manhã desta segunda-feira, uma emboscada montada pelos rebeldes no distrito de Khan Abad, província de Kunduz, resultou na captura de 170 civis, incluindo crianças, que seguiam numa coluna de três autocarros. Não foram ainda avançadas informações sobre eventuais baixas nos confrontos entre o exército e os talibãs.

De acordo com fontes do Ministério do Interior afegão, citadas pela Associated Press, o alvo preferencial dos talibãs seriam funcionários públicos e membros das forças de segurança que, nesta altura do ano, regressam às suas terras de origem para o período de férias. Os passageiros tinham todos como destino a capital, Cabul, tendo partido das províncias de Badakshan e Takhar.

As autoridades afegãs reforçaram nos últimos tempos o patrulhamento nas estradas do país, devido à aproximação do festival Eid-al-Adha (Festa do Sacrifício), que se segue à peregrinação a Meca na tradição islâmica.

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Nuno Artur Silva

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