Ex-primeira dama e ex-diretor das prisões em provável segunda volta na Guatemala

Com 42% dos votos contados, Sandra Torres está à frente, mas longe da maioria necessária para vencer na primeira volta. Adversário deverá ser Alejandro Giammattei.

As presidenciais da Guatemala vão decidir-se numa segunda volta a 11 de agosto, segundo os resultados parciais conhecidos esta segunda-feira, que dão a vitória na primeira volta à candidata de centro-esquerda e ex-primeira dama Sandra Torres, mas longe da maioria necessária para evitar nova ida às urnas. O adversário deverá ser o candidato conservador Alejandro Eduardo Giammattei, ex-diretor do sistema penitenciário.

Com 42% dos votos contados, Torres surge com 24,18% dos votos e Giammattei com 15%, de acordo com o tribunal eleitoral. Os resultados finais só devem ser conhecidos dentro de duas semanas, mas Torres precisaria de 50% dos votos para evitar a segunda volta. Em terceiro lugar, com 12,11% surge Edmont Mulet.

Torres tem sido a favorita à vitória para suceder ao presidente Jimmy Morales, um antigo humorista que chegou ao poder há quatro anos com a promessa de acabar com a corrupção, mas se viu envolvido também em suspeitas e numa guerra aberta com o organismo internacional da ONU que investiga a corrupção no país. Na Guatemala, os presidentes só podem cumprir um mandato.

Contudo, a segunda volta será mais difícil para Torres, que é altamente impopular. Antes das eleições, numa sondagem, 49% dos eleitores dizia que nunca seria capaz de votar nela. Uma eventual aliança de todos os adversários de direita que ficaram pela primeira volta deverá afastá-la do poder.

Torres, que quer enviar as tropas para as ruas de forma a combater o flagelo dos gangues e das drogas, assim como usar programas sociais para enfrentar a pobreza, procurou o apoio da elite empresarial do país após votar. "Temos que resolver os nossos problemas aqui, e parte da razão para a migração é a falta de empregos, a diferença em ordenados entre os EUA e aqui", disse. "Precisamos de trabalhar com os empresários para recuperar a economia", acrescentou.

A violência e o descontentamento com a corrupção e a impunidade no país de 17 milhões de habitantes faz com que cada vez mais guatemaltecos optem por fugir para os EUA. O aumento do número de imigrantes tem irritado o presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaça cortar a ajuda dos EUA aos países da América Central.

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