Jean-Claude Juncker pede unidade contra extremismo

"Vamos lutar onde vale a pena lutar", disse Juncker, cujo mandato termina em outubro, na abertura de um congresso da Confederação Europeia de Sindicatos em Viena

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu esta terça-feira unidade entre sociais-democratas e democratas-cristãos para travar as formações de extrema-direita nas eleições europeias desta semana.

"Vamos lutar onde vale a pena lutar", disse Juncker, cujo mandato termina em outubro, na abertura de um congresso da Confederação Europeia de Sindicatos em Viena.

"Vale a pena deixar claro, para as próximas décadas e para as eleições europeias que virão, que os sindicalistas, os sociais-democratas e os democratas-cristãos, como outros, se unem como um só homem para repudiar o perigo da extrema-direita", defendeu.

Mais tarde, em declarações à imprensa à margem do encontro, o presidente da Comissão Europeia pediu "a cada eleitor" que coloque a si mesmo a questão: "Se todos votassem como eu, como seria a Europa de amanhã?".

Num congresso dedicado ao tema "um contrato social europeu renovado", Juncker defendeu o seu mandato, afirmando que se afastou das políticas de austeridade e se empenhou em dar mais flexibilidade aos Estados.

Na Grécia, disse, as rígidas políticas de austeridade impostas foram "um erro histórico", apontando como exemplo de mudança no seu mandato a flexibilidade, que permitiram a países como Portugal e Itália lançar medidas expansivas.

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