EUA, Reino Unido e França lançam ataque de mísseis à Síria

Operações militares tiveram como alvo as fábricas e paióis de armas químicas do regime de Bashar al-Assad

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no início desta madrugada (hora de Lisboa) ter ordenado ataques com mísseis contra alvos na Síria, em resposta aos alegados ataques com armas químicas realizados pelo regime de Bashar al-Assad no passado fim de semana.

"Dei ordens às Forças Armadas dos Estados Unidos para lançarem ataques de precisão contra alvos relacionados com os armamentos químicos do ditador sírio Bashar al-Assad", afimou Trump, na Casa Branca, citado pela CNN.

A operação militar será encabeçada pelos EUA, mas contará também com a participação do Reino Unido e da França.

O Presidente norte-americano afirmou ainda que os ataques iriam perdurar até o regime sírio deixe de utilizar armas químicas.

Pouco depois da comunicação de Trump, a primeira-ministra britânica, Theresa May, emitiu um comunicado afirmado ter "autorizado as Forças Armadas britânicas para empreender ataques coordenados para danificar as capacidades de armamento químico do regime sírio e impedir o seu uso".

May recorda que "em Douma, no passado sábado, um ataque químico matou até 75 pessoas, incluindo crianças, em circunstâncias de puro horror". "Este comportamento persistente" do regime do Presidente Assad "tem de ser parado", acrescenta a nota.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou igualmente o início das operações militares: "Não podemos tolerar a banalização do uso de armas químicas, no que representa um perigo imediato para a população e para a nossa segurança coletiva".

Macron garantiu ainda que os ataques serão "circunscritos às instalaçoes do regime relacionadas às armas químicas".

Explosões em Damasco

Cerca das 2:40 (hora de Lisboa), testemunhas ouvidas pela Reuters deram conta de que pelo menos seis fortes explosões foram ouvidas em Damasco, bem como havia colunas fumo visíveis.

A televisão estatal noticiou que as defesas aéreas do país estavam em confronto com forças dos EUA, Reino Unido e França.

Também o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, segundo o The Guardian, refere que várias bases militares foram atingidas.

Segundo a CNN, estão a ser alvejados laboratórios de conceção e produção de armas químicas que se situam bem no centro de Damasco. Nas redes sociais, surgem já imagens que mostram o resultado de explosões dentro da cidade.

Cerca das 3:00 realizou-se uma conferência de imprensa no Pentágono. Leia aqui:

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