EUA avaliam participação no Conselho de Direitos Humanos e pedem saída da Venezuela

Nikki Haley, embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, disse que o país está "a avaliar cuidadosamente este órgão e a participação do país no mesmo"

Os EUA afirmaram esta terça-feira que estão a avaliar a sua participação no Conselho de Direitos Humanos da ONU, e pediram a saída da Venezuela, país que enfrenta uma "rápida deterioração" dos direitos humanos, daquele órgão.

Estas posições foram avançadas pela embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas, Nikki Haley, durante uma intervenção que deu início à sessão de verão do Conselho que irá prolongar-se durante as próximas três semanas em Genebra (Suíça).

Durante a sua intervenção, Nikki Haley pediu que a Venezuela deixe voluntariamente o Conselho de Direitos Humanos da ONU, numa altura em que aquele país enfrenta uma grave crise política e económica e uma vaga de manifestações contra o Presidente Nicolás Maduro que já fizeram 65 mortos desde o início de abril.

Se o governo venezuelano não é capaz de lutar contra estas violações, "deve voluntariamente sair do Conselho de Direitos Humanos até que seja capaz de restaurar a ordem" no seu próprio país, declarou a representante americana, diante dos 47 Estados-membros do órgão.

"Ser membro do Conselho é um privilégio e nenhum país que viole os direitos humanos deve sentar à mesa [do Conselho]", insistiu a embaixadora.

Reiterando as preocupações expressas por várias vozes da administração de Donald Trump sobre a eficácia do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Nikki Haley disse que os EUA estão "a avaliar cuidadosamente este órgão e a participação do país no mesmo".

E afirmou que era "difícil de aceitar" o facto de cinco resoluções contra Israel, um tradicional aliado de Washington, terem passado em março passado no Conselho, e nenhuma ter sido considerada em relação à Venezuela.

"É essencial que este Conselho aborde o seu preconceito crónico anti-Israel se é para ter alguma credibilidade", disse a representante norte-americana.

A embaixadora apelou ainda ao Conselho para adotar "resoluções o mais fortes possíveis sobre as situações críticas de direitos humanos na Síria, na República Democrática do Congo, na Eritreia, na Bielorrússia e na Ucrânia", bem como para acompanhar e prevenir "novas violações e abusos dos direitos humanos" nesses países.

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